domingo, outubro 12, 2008

a morte do neoliberalismo?


Parecem ser, para já, imprevisíveis as consequências do "crash" financeiro que fez mergulhar a economia dos Estados Unidos na pior crise desde 1929. O efeito boomerang na Europa já se faz sentir e, tudo o indica, terá efeitos igualmente devastadores. Irónicamente, para os defensores fanáticos do defundo neo-liberalismo(usar o Estado para servir os seus interesses) são, agora, os Estados que vão pagar a factura pela alegada "falta de ética e desregulamentação" (!) e salvar o sistema financeiro através da injecção de triliões na banca -para começar. Karl Marx volta, estás perdoado!

segunda-feira, outubro 06, 2008

portfólio(2)


refª. Homenagem a Andrei Tarkovsky (ciclo de 4 filmes)
formato: 29x16 (dépliant)
design: JD
edição: Inatel Sector de Cinema (outubro 1994)

sexta-feira, outubro 03, 2008

na retina dos dias


Aconteceu-me hoje (dois anos depois da tua partida, mãe) a meio da noite acordar de um sonho feito quase só com as imagens de alguns dos momentos mais afectivos entre nós dois. Digo "quase só" porque a imagem daquele dia do final da tua vida, em que eu te olhei pela última vez, apareceu-me entrecruzada vezes sem conta,repito, vezes sem conta, até despertar.

domingo, setembro 28, 2008

praga 68


Longe de mim alinhar na condenação global do processo de reformas audaciosas ( económicas, sociais e políticas) tentadas por Alexander Dubcek, primeiro secretário-geral do Partido Comunista da Checoslováquia, logo após a sua eleição em 5 de janeiro de 1968. Longe de mim aceitar que o processo de desenvolvimento do socialismo tenha forçosamente de obedecer a conceitos políticos e ideológicos estanques que comprovadamente, mais contribuiram para a sua desacreditação.
Fossem quais fossem as ilusões ou os riscos de manipulação, o recurso aos meios militares do Pacto de Varsóvia para pôr cobro, de forma dramática, à experiência checoslovaca -de escolher a sua própria dinâmica na construção da sociedade socialista- foi um erro de consequências trágicas.

segunda-feira, agosto 25, 2008

maio de 68


A utopia do movimento social de maio de 68 não foi apenas o de se confrontar com o modelo de liberdade do sistema, foi principalmente o de desejar (digamos, experimentar)a libertação da sociedade de todos os seus poderes.

quinta-feira, agosto 21, 2008

que fazer? eís a questão...


A nomeação ministerial do advogado e militante socialista, Vítor Ramalho, para presidir à novel Fundação Inatel, anunciada em Diário da República no passado mês de Julho, pode vir a representar mais do que uma mera escolha política estratégica, pode sobretudo traduzir-se no reacender (ia a escrever, "legitimação") da esperança. Uma das suas primeiras tarefas será, concerteza, a de perceber qual a dimensão do desastre para que foi nos ultimos anos atirado o Inatel.
Alguém me dizia, que sem uma completa reformulação da sua estrutura orgânica (e o consequente desmantelamento dos projectos de interesses pessoais de poder ), sem reposição dos valores do respeito, da liberdade democrática e da diversidade de ideias e,sobretudo, sem justiça para os injustiçados, a esperança será vã.
Conhecendo o espírito inovador e a ousadia de Vítor Ramalho desejo-lhe sorte bastante para o novo desafio que tem em mãos.
foto:Smultronstallet (1957), by Ingmar Bergman

com kusturica em vigo


Foi assim: no fim de uma tarde de chuva miudinha de verão em Caminha alguém lançou o desafio, ir a Vigo nessa noite (de 17 Agosto) ver Emir Kusturica and the No Smoking Orchestra no grande auditório ao ar livre do Parque Castelón.Lembro-me de a meio da viagem de regresso dar por mim a trautear de modo quase inaudível "unza,unza time"e de ter imaginado Kusturica partir no final num gigantesco tapete voador iluminado por todos os lados como uma nave extraterrestre (igual á de Close Encounters of the Third Kind!)com que todos, ou quase todos, um dia sonhámos... . O absurdo é termos de nos contentar com o possível.

sexta-feira, agosto 15, 2008

portfólio (1)


Refª: 4ºs Encontros Cinematográficos de Angra Heroísmo (1996)
Formato(s): postal e poster (50x70)
Design: J.Diabinho
Edição: CMAH, Outubro 96

quarta-feira, julho 30, 2008

No silêncio e na respiração


Demoro-me a percorrer-te o tempo todo que for preciso. Na ânsia de te ter, só minha e só nossa, inteira, desnudada de vulgaridades, acolhedora e tranquila, deixo-me possuir sem resistência, sem pressas em te (re)assimilar, nada.Regressar a ti é, sentar-me feliz e nostálgico no chão da varanda do lado e fechar os olhos por instantes e, ganhar a impressão de o cansaço da viagem (até ti) ter parado, de sentir a coragem reforçar , de agilizar o pensamento, da enorme vontade de escrever - como se fora sempre assim.

quinta-feira, junho 19, 2008

relembrar René Allio e Edgar Valdez Marcello


René Allio(08/03/1924 - 27/03/1995) é, passe a confissão "tardia", um dos cineastas (mas também ,pintor, cenógrafo e "brechtiano")que mais admirei desde os 18 anos e que admiro hoje cada vez mais. Essa admiração -que já se institucionalizara através do seu cinema que vi e revi muito interessadamente e que muito me marcou (Les Camisards, La Vieille Dame Indigne, L'Une et L'Autre,Rude Journée pour la Reine, Retour à Marseille, Pierre et Paul, Moi Pierre Riviere Ayant Egorge Ma Mere Ma Soeur et Mon Frere...)- teve um, dois acréscimos, alguns anos depois. Primeiro, ao visionar imagens dos seus trabalhos cénicos perspectivados segundo a problemática de arquitectura teatral moderna e pela transformação do espaço cénico contemporâneo. Allio, fez nesse campo um trabalho notável na concepção da Casa da Cultura de Lyon (para Roger Planchon), na concepção do teatro de ar livre de Hammanet, na Tunísia, no projecto de transformação do teatro Sarah-Bernhardt, em Paris, (que se tornou o núcleo do Théatre de La Ville). Segundo, a minha decisão em filmar a conferência de René Allio no Anfiteatro da Fauldade de Letras numa tarde de Abril de 81, a propósito da retrospectiva da sua obra cinematográfica que a Direcção-geral de Acção Cultural promoveu em Lisboa, no Teatro S.Luiz. Lembro-me perfeitamente: René Allio estava sentado à mesa (enorme)que ocupava o centro do palco. Num ápice, visualizei o "décor" e esgueirei-me por entre as filas de cadeiras em passo rápido forçando alguns estudantes a levantarem-se para permitirem a minha passagem. Quando me coloquei a uma distância não menos de 2 metros de Allio, foi nas mãos de René Allio que me fixei durante um minuto: As mãos em posse de descanso no tampo da mesa, numa quase quietude ou embaladas pela s palavras. As mãos a receberem a luz solar que penetrava pelas janelas altas. As mãos.
Demorei dez, doze dias a fazer a montagem do filme. Na versão final foram as mãos de René Allio que abriram e fecharam a sua conversa exemplar.
Devo a Edgar Valdez Marcello, ex-chefe de divisão de Cinema e Audiovisuais da Secretaria de Estado da Cultura (1978-83), designer gráfico, cinéfilo, -mas também , actor ocasional (em A Fuga de Luis Filipe Rocha)filósofo, consumidor sofrível de Canadian Club, morto numa madrugada de Inverno de 1991 num trágico acidente de viação- o privilégio em ter-me convidado (Setembro 1977) para desenvolver actividade tão diversa (formação, programação, pesquisa documental). Devo ainda ao Edgar uma caixa de Canadian club pela amizade pela cumplicidade e também pelos equívocos que atravessaram a nossa relação. Devo também ao Edgar, não apenas o ter acreditado no meu projecto de cinema experimental de adolescente-tristíssimo-às-voltas-com-efabulações-intelectuais-tipo Godard mas. o ter-me dado a honra de filmar René Allio numa conversa espantosa e brilhante que ficou registada para a posterioridade como uma memorável lição de cinema

cartaz"René Allio, Retrospectiva"(Abril 1981), designer por Edgar Valdez Marcello.

domingo, junho 01, 2008

para todo o sempre


Um dia destes, estava eu numa conversa de ocasião na Bertrand do Chiado e um meu (velho)amigo cinéfilo lançou-me a pergunta : ainda gostas de ler o Carlos de Oliveira? Resposta na ponta da língua: há um poema do carlos -aquele que tu bem conheces("leitura") - que me ficou cá dentro para toda a eternidade, espero... .

sábado, maio 03, 2008

dores de crescimento (9)

1.
Remexo envelopes em busca de boas recordações e descubro nesse provavel entretenimento uma vida frágil sobre a vida que não soubémos.

2.
Eu, tu, somos como as formigas: preparamo-nos a todo o momento para os piores dias que hão-de vir.

Lisboa, entrecampos, Setembro 1979

sexta-feira, abril 25, 2008

trinta e quatro anos depois...


Faz hoje trinta e quatro anos que o sonho pareceu, por instantes, tornar-se real. Todos os anos este dia vem-me à memória como lembrança (ano após ano) do sonho morto. Impossível? Este sonho "lindo"ainda vive, sem esperança, no meu olhar. Como diz o Zé Mário Branco até um dia, quando assim"todos nós quisermos".
Foto: capitão Salgueiro Maia

quarta-feira, abril 16, 2008

Pedro Bandeira Freire (1939-2008)


Obrigado, Pedro: pelo Quarteto, pela tua amizade, por durante anos teres aberto as portas das tuas salas aos ciclos e encontros de cinema (Homenagem a Luchino Visconti, Contos Morais de Eric Rohmer,Retrospectiva Peter Greenaway Filmes de Andrey Tarkovsky, Uma Memória do Cinema, Encontros de Cinema Europeu , Filmes de Culto, Que Viva Cuba!, etc.)que eu te ia propondo sob a batuta do Sector de Cinema do Inatel, alguns anos antes da sua destruição (e do meu saneamento grosseiro)às mãos de um tiranete ressaibiado a quem a santa impunidade tudo tem permitido. Até um dia destes. Grande abraço.



quarta-feira, março 26, 2008

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

revisitar brecht (2)


Elogio da Dialéctica

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração; isto é apenas o meu começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nòs queremos nunca mais o alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga?
De nòs
De quem depende que ela acabe?
Também de nòs
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aì que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
Foto: Statchka, de Sergei M. Eisenstein (URSS, 1924)

domingo, fevereiro 10, 2008

dores de crescimento (8)



Carta a um amigo ausente:Com Humphrey Bogart, Maria Bethania, Boris Vian, e outros, no bar "Zodíaco"ou, um "big close-up" da Amizade

Bethania entra no "zodíaco" já atrasada. Atira um sorriso para a nossa mesa e pede um "gimlet" duplo que de caipirinhas anda farta. Humphrey Bogart está sentado na ponta e sorri-lhe de esguelha, com a beata acesa ao canto da boca. E, antes que um inesperado travelling ponha a nú a face irreverente de Boris Vian eu, como quem não quer a coisa, começo a trautear um jeito estúpido de te amar. Bethania ergue o olhar e diz-me com emoção que as palavras andam a escapar-lhe diariamente entre os dedos . Aproveito para dar uma gole na bagaceira: nem sequer a tinha ouvido dizer aquilo.Boris Vian pergunta-me baixinho se o Bogey ainda está á espera da Laureen Bacall. Encolho os ombros e numa atitude irrefletida levanto-me e convido a Bethania para dançar sem me dar conta que o Rão (Kyao) ainda não tinha começado sequer a soltar o sax da maleta. Afinal, diz Bogart, ela (referindo-se a Bacall) não pode vir: mandou-me um recado a dizer para bebermos por ela. Quantos? quiz saber o Boris de caneta em punho... .Bethania, que parece nada ter a ver com isto começa a falar-me do Chico Buarque que anda a filmar com o Milton.Interrompo Bethania para lhe contar uma história insólita, mas verdadeira. Esta, do parágrafo seguinte.Era uma noite fria de outono. Havia um jantar em casa do Xana O'Neill (filho) ali junto ao Princípe Real. Como de costume muita gente. O João (filho do Fernando Lopes), grande amigo do Xana, andava eufórico como nunca. As conversas eram as triviais do momento -sobre a guerra Irão-Iraque, os Baader-Meinhoff, insurrecçõs intelectuais (para calar o Proença de Carvalho), fotografia e arte, cinema (os cicclos do foz e do ar.co), copos, "directas", considerações sobre o corpo da Ana Maria, uma amiga com enormes atributos(!) e, -inevitável-, o último filme de Resnais ("soltar o último sarcasmo, beber o último trago, conservar a vida e morrer"). De súbito, a conversa começou a ficar tão quente que fomos até á varanda para arrefecer. Olhámos: seis tipos andavam à navalhada por causa de uma mulher que exasperava, em gritaria histérica, dentro de um opel-escort cor e cenoura. Chega a polícia nos "nivea" do costume :saltam do carro de bastão e começam a aviar a torto e a direito, um terceiro dá gosto ao dedo com umas rajadas de G3 para o ar e, como sempre acontece depois, vai tudo preso: os tipos, a mulher e até o senhor Gomes lojista da zona que parara a ver. Tudo para a esquadra do chefe"bailarino" no bairro alto.Um travesti da zona pede aos gritos que o levem preso também , enquanto o acompanhante se acerca dum polícia pedindo-lhe um cigarro e recebe como resposta ordem gritada para desandar e já. Bogart interrompe-me: conservar a vida ou morrer, este é o nosso maior drama. E conta:Quando andava com a Laureen (ou seria com a Ingrid?) as coisas não eram piores. Chegava-se ao bar e antes que o (Howard) Hawks businasse qualquer coisa menos terna, bebia dois, três whisky's. Era quando o director de fotografia aproximava de mim o medidor de luz, depois começavamos. Era duro, e eu nunca tive dúvidas que enquanto a Laureen (ou seria a Ingrid?) me abraçava efusivamente, a morte aguardava-me lá fora, em technicolor ou a preto e branco. Enquanto isso não acontecia o Hawks fazia movimentar a grua e o operador fazia o combinado: enquadrava os últimos instantes de vida em plano americano, sempre.Bethania bebe mais um gole do gimlet. Olha para Boris Vain com ternura e diz-lhe: gosto de ver o barman misturar a bebida e poisar o copo no balcão com o pequeno guardanapo bem dobrado ao lado. Gosto de a saborear sem pressa, conclui sorridente.De facto, diz Bogart, ainda não tinha pensado nisso dessa maneira... comigo é sempre tudo muito rápido. É agora, aviso eu baixinho, ao mesmo tempo que as luzes perdem intensidade e a sala mergulha na quase escuridão. Ouvem-se os primeiros sons de "Líbano". Rão (Kyao) está em força. O Duarte está ao piano. Começam bem. Bethania apaga o cigarro e reclina-se na cadeira, Bogart volta o olhar para o palco e Boris Vian toma notas num guardanapo de papel.Levanto-me , peço desculpa, e vou ao telefone da pequena cabine. Ligo para longe. Falo como se falasse para mim próprio... .

Lisboa, entre-campos, verão de 1981.
foto: to have not to have

terça-feira, janeiro 01, 2008

esclerose e repressividade


Uma explicação simplista seria a de dizer que o reforço radical da legislação -que hoje entra em vigor em Portugal- da deriva antitabagista vai muito para além da mera questão de saúde pública, tentando aproximar-nos duma razão mais próxima do novo moralismo "purista" a lembrar a saga ariana. A explicação é que o cidadão comum que transporta o vício do tabaco é agora um ser em risco constante, um doente inconsciente e, na pior das hipóteses, um potencial criminoso sem escrúpulos que é preciso asfixiar, lentamente. Na sua estrutura repressiva o Poder já não esconde, nem mascara a esclerose e a repressividade que nos condicionam.
Foto: Sommaren med Monika, de Ingmar Bergman (1952)

sábado, dezembro 29, 2007

"utilitário" atomizado

Enquanto me deixo embalar (pela enésima vez, esta semana...para não variar) pela belíssima banda sonora de A Eternidade e Um Dia (magnifico Theo Angelopoulos!) composta por Eleni Karaindrou decido-me, finalmente, a passar os olhos pelos jornais nacionais -matutinos, semanários, imprensa regional- das duas últimas semanas incluindo os de hoje (DN e Público) amontoados num canto da sala, bem à vista, e a cuja leitura ou sequer simples folhear de desinteressado fui resistindo até hoje. Por onde começar? Quando se esteve uma quinzena a ler só imprensa internacional), é um falso dilema que nem se põe : bastaram duas semanas a ouvir as conversas nos transportes públicos, nos cafés e restaurantes e, até, nas livrarias para dizer a mim mesmo que não faz sentido sacrificar um segundo, quanto mais um minuto, do meu precioso tempo para voltar a vestir a pele de "utilitário" atomizado.
A impotência e a frustração dão cada vez mais cartas através das manchetes estapafúrdias, desprovidas de qualquer sentido, mesmo o sentido de absurdo. Nem valem a pena qualquer tentativa de análise sociológica. Só da psicanálise.

sábado, dezembro 01, 2007

lembrança de jean seberg


A primeira vez que vi Jean Seberg no ecrã -tinha eu 14 anos- foi no filme de Robert Rossen, Lilith (em português, seguido de E o seu Destino) , numa matinée, para "maiores de 17 anos", no desaparecido Alvalade. Dediquei o resto desse dia a opinar com um amigo num café da avenida de roma sobre o corpo sedutor , o olhar transparente e inquietante e a deslumbrante prestação artística (calma, rebelde) da minha novel paixão cinéfila de então. Pela lição de irreverência e desmistificação - do universo psiquiátrico- Lilith, foi (é) um dos poucos filmes que carrego ainda "nos ombros" num estado de deslumbramento, de espanto, de amor. Jean Seberg foi (é) capaz (ah!, À Bout de Souffle) de ainda me manter aprisionado à sua claridade insuportável. A meus olhos. Nostálgicos para todo o sempre.